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O SALGUEIRO - Conto Folclórico - Liev Tolstói

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O SALGUEIRO Liev Tolstói Durante a semana da Páscoa, um camponês saiu para verificar se o solo estava de todo descongelado. Então, seguiu ao jardim e tocou o solo com um pedaço de pau. Viu que a terra estava macia. Seguiu, depois, à floresta; lá, os amentilhos já estavam encorpando-se nos salgueiros. O camponês pensou: “ Cercarei meu jardim com salgueiros; eles crescerão e formarão uma boa cerca!” Tomou o machado, cortou uma dúzia de galhos de salgueiros, afiou-os na e fincou-os no chão. Todos os salgueiros produziram brotos com folhas e, por sob a terra, espargiram-nos como raízes. Alguns deles se agarraram ao solo e cresceram; outros, porém, não se tendo firmado bem ao chão, morreram e caíram. Chegado o outono, o camponês animou-se ao ver os seus salgueiros: seis deles haviam criado raízes. Na primavera seguinte, roendo-os, as ovelhas mataram dois salgueiros, de molde que somente dois restaram. Na outra primavera, as ovelhas mordiscaram igualmente os que haviam sobrevivido...

O PRISIONEIRO DE MÔNACO - Conto de Liev Tólstoi

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  O PRISIONEIRO DE MÔNACO Liev Tólstoi (1828 – 1910)   Há cerca de cinco anos, houve um crime no principado. A cidade de Mônaco é pacífica e tal coisa jamais havia acontecido. Os juízes se reuniram para julgar o assassino. No tribunal havia juízes, promotores, advogados e jurados. No julgamento, condenaram o acusado, de acordo com a lei, à pena extrema: à decapitação. Apresentaram a sentença ao príncipe, que a confirmou. Restava apenas executar o criminoso. O infelizmente, não havia guilhotina ou carrasco no principado. Depois de muito meditar, os ministros decidiram escrever ao governo francês, perguntando este poderia enviar uma máquina de morte e o carrasco para cortar a cabeça do criminoso. Ao mesmo tempo, pediram que os informassem, se possível, sobre os custos que isso implicaria. Uma semana depois, receberam a resposta: eles poderiam enviar a guilhotina e o carrasco: as despesas seriam dezesseis mil francos. Participaram ao príncipe a resposta do governo franc...

OS TRÊS LADRÕES - Conto Breve de Liev Tolstói

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OS TRÊS LADRÕES Liev Tolstói (1828 – 1810) Um camponês ia ao mercado da cidade vender um burro e um cabrito. O burro ia-lhe servindo de montaria e levava o cabrito com um cabresto amarrado à cauda da cavalgadura. O cabrito levava um chocalho. Três ladrões o avistaram. Um deles disse: —Vou roubar-lhe o cabrito sem que ele o perceba. Disse o segundo:  —Pois eu lhe roubarei o burro. —Isso é muito fácil —disse o terceiro. — Eu vou roubar-lhe a roupa, sem que ele proteste. O primeiro gatuno chegou disfarçadamente perto do camponês, e, aproveitando um momento em que ele estava distraído, desamarrou o cabresto, pregou o chocalho na cauda do burro e levou o cabrito. Em uma volta do caminho, o camponês olhou para trás e, não vendo mais o cabrito, começou a procurá-lo pela estrada. Chegou então o segundo ladrão e perguntou-lhe o que procurava. O camponês contou que lhe tinham roubado o cabrito.  —Eu o vi agora mesmo. Um homem ...

O POBRE RICO - Fábula de Liev Tólstoi

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O POBRE RICO Liev Tólstoi (1828 – 1910) Houve um homem que, tendo-se deitado, não pôde dormir durante toda a noite. Pensava: “Por que é a vida tão penosa para os pobres? E... Por que os ricos acumulam tanto dinheiro? Têm caixas cheias de ouro e, no entanto, vivem privados de tudo, para continuar amontoando. Se eu fosse rico, não viveria da mesma forma. Daria a mim próprio boa vida e procuraria não ser pior que os demais”. Repentinamente, ouviu uma voz que lhe dizia: — Queres ser rico? Aqui está uma bolsa. Nela há apenas uma moeda. Porém, logo que a tires, outra a substituirá. Tira quantas queiras e, depois, atira a bolsa ao rio. Porém, antes de deitar fora a bolsa, não gastes nenhuma das moedas, porque o resto se transformará em pedra. O pobre homem quase enlouqueceu de alegria. Quando se sentiu mais tranquilo, cuidou de fazer uso do presente maravilhoso. E apenas tinha retirado a moeda, no fundo da bolsa viu brilhar outra! — A felicidade é minha...