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O PRÍNCIPE FELIZ - Conto - Oscar Wilde

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O PRÍNCIPE FELIZ Oscar Wilde Tradução de autor anônimo do séc. XX No lugar mais alto da cidade, no topo de uma coluna imensa, erigira-se a estátua do Príncipe Feliz. Recobrira-se o corpo do mais fino ouro, os olhos eram duas safiras e na espada brilhava um volumoso rubi vermelho. Era muito admirada. “É bela como um cata-vento”, exclamava maravilhado o prefeito, querendo frisar a sua reputação de artista, “apesar de não ser útil…”, acrescentou, temendo que o acreditassem despido de senso prático, o que ele possuía em dose elevada. — Por que não há de você ser parecido com o Príncipe Feliz? — dizia a mãe enternecida ao filhinho que chorava, pedindo a lua. — Ele nunca tem sonhos impossíveis. — Gostaria de saber se alguém no mundo é feliz… — murmurou, desapontado, um homem, ao contemplar a estátua maravilhosa. — Parece um anjo — dizem as crianças ao sair da catedral nos seus mantos vermelhos e impecáveis aventais brancos. — Como sabem? — indagou o professor de matemática. — Você...

O PROPICIADOR DO BEM - Conto Alegórico - Oscar Wilde

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O PROPICIADOR DO BEM Oscar Wilde Tradução de autor desconhecido do início do séc. XX Era de noite e Ele estava só. Divisou, ao longe, os muros de uma cidade circular e caminhou para a cidade. Aproximando-se, ouviu, na cidade, grande algazarra de alegria e risos de prazer, juntos com o som estridente de numerosos alaúdes. E bateu à porta e abriram-lhe. Viu uma casa, que era de mármore, com belas colunas de mármore na fachada. As colunas estavam cobertas de grinaldas e, tanto dentro como fora, ardiam troncos de cedro. E Ele entrou na casa de mármore. Quando, depois de atravessar a sala de calcedônia e a sala de jaspe, chegou à grande sala dos festins, viu, estendido sobre um leito de púrpura, alguém cuja cabeleira estava coroada de rosas vermelhas e cujos lábios estavam vermelhos de vinho. Passou por detrás dele, tocou-lhe no ombro e disse-lhe: — Por que levas essa vida? O rapaz voltou-se, reconheceu-o, e respondeu, dizendo: — Então… Noutro tempo, eu era um leproso e tu ...

O AMIGO DEVOTADO - Conto de Oscar Wilde

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O AMIGO DEVOTADO Oscar Wilde (1854 – 1900) Tradução de Paulo Soriano Era uma vez um jovem trabalhador e honesto... Chamava-se Hans. Morava sozinho numa pequena casa e passava o dia inteiro cuidando do jardim. Em toda a região, não havia jardim tão bonito quanto o seu. Encontravam-se aí as mais variadas espécies de flores que cresciam ao lado das mais lindas rosas. O pequeno Hans tinha muitos amigos, mas o seu maior amigo, o "amigo fiel" era Hugh, o rico moleiro. Realmente, o rico moleiro era tão amigo de Hans que jamais visitava o seu jardim sem inclinar-se sobre os pés de cravo para admirá-los de perto, ou sem colher um bom punhado de flores que levava para casa. — Os amigos verdadeiros repartem tudo entre si — costumava dizer o rico moleiro. O pequeno Hans concordava com a cabeça e sorria, sentindo-se muito orgulhoso por ter um amigo com tão nobres ideias. E o pequeno Hans colhia aquelas palavras com um sorriso nos lábios, sentindo-se orgulhoso e feliz por...