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Mostrando postagens com o rótulo Anedota

O INSTINTO DE SAMUEL - Anedota - Gringo

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O INSTINTO DE SAMUEL Gringo (Séc. XX) Levi, depois que se casou com Rebeca, estabeleceu-se em Marselha com uma pequena loja de produtos de higiene e de toucador. Levi vendia sua mercadoria e Rebeca ficava no caixa, recebendo as importâncias e dando os trocos. Ao mesmo tempo segurava ao colo o pequeno Samuel, nascido há poucos meses, e que parecia já se interessar muito com o modo de agir dos clientes. De vez em quando, Samuel lançava gritos terríveis, verdadeiros urros de raiva. — Não sei que tem este menino — disse o pai. — Ele não está doente, mas grita todas as vezes que um freguês se retira. Rebeca, que observara a atitude do filho, respondeu calmamente ao esposo: —  Ele não tem nada… Apenas grita quando me vê entregar o troco ao freguês. Fonte: “Vamos Ler”/ RJ, edição de 18 de julho de 1940. I lustração: Elizabeth Nourse (1859 - 1938)  

A ASTÚCIA DA VELHA SENHORA - Anedota - Autor anônimo do séc. XXI

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A ASTÚCIA DA VELHA SENHORA Autor anônimo do séc. XXI Uma senhora idosa vai até uma agência bancária para fazer um saque. Entrega seu cartão bancário ao caixa e diz: — Gostaria de sacar € 10, por favor. — Para saques inferiores a € 100, use um caixa eletrônico — disse-lhe o caixa. — Posso saber por que motivo? — Este é o regulamento, senhora. Por favor, tem gente atrás da senhora esperando. Saia da fila, por gentileza, se não tiver mais nada a perguntar — respondeu o caixa, devolvendo-lhe o cartão. A velha senhora fica em silêncio por alguns instantes; depois, devolve o cartão ao caixa, dizendo: — Quero, então, retirar todo o dinheiro da minha conta. O caixa fica surpreso ao verificar o saldo da velha senhora e lhe diz: — A senhora tem € 500.000 em conta, mas o banco não tem esse montante no momento. Pode voltar amanhã? Friamente, a senhora pergunta: — Quanto posso sacar agora? — Qualquer quantia até € 3000 — responde-lhe o caixa. — Então, por favor, entregue-me € 3000...

BALZAC GRAFÓLOGO - Anedota - Anônimo do início do séc. XX

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BALZAC GRAFÓLOGO Anônimo do início do séc. XX É sabido que Balzac se orgulhava de saber grafologia. Uma senhora foi um dia procurá-lo e pediu-lhe que examinasse um exercício escolar de um menino de doze anos. — Quero que o senhor diga alguma coisa sobre o futuro da criança que escreveu este exercício — rematou ela. Balzac examinou a escrita com cuidado, soube que a senhora não era mãe do menino e, finalmente, falou em tom de absoluta certeza: — Esse menino é bronco e indolente. Jamais fará coisa que preste. A senhora desatou a rir e confessou a Balzac que o famoso exercício escolar fora tirado de um caderno de infância do próprio grafólogo. Fonte: Leitura para Todos, edição de agosto de 1923. Ilustração: Félix Nadar (1820 – 1910)  

O PAPA E OS MÉDICOS - Anedota - Melchior de Santa Cruz de Dueñas

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O PAPA E OS MÉDICOS Melchior de Santa Cruz de Dueñas (c.1505 – 1585) Tradução de Paulo Soriano No parlamento do papa Alexandre VI, certo dia, discutia-se acerca do proveito da existência de médicos na República. A maior parte dizia que os médicos não eram proveitosos, e alegavam, em seu favor, que Roma esteve seiscentos anos sem eles. Disse o papa que não estava de acordo com tal opinião; disse, ademais, que era melhor que houvesse médicos, porque, sem eles, haveria tão grande número de pessoas que não caberiam no mundo. Fonte: Floresta Espanhola . Ilustração: Gerrit Dou (1613 – 1675).  

É MELHOR CALAR - Anedota - Anônimo do séc. XX

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  É MELHOR CALAR Anônimo do séc. XX   O Duque de Wellington, famoso vencedor de Waterloo, era tão severo que muitas vezes chegava a ser injusto, fazendo jus à má vontade dos soldados. Certa vez, à tarde, quando fazia, a sós, uma ronda, caiu em um canal e teria morrido afogado se não fosse a presença do espírito de um soldado, que a tempo se atirou à água e o salvou. Reposto do susto, o duque perguntou-lhe  o que desejava como recompensa. — A única coisa que desejo é que não diga nada sobre o acontecido, Sir. — Ora, ora! — exclamou Wellington.  — É a primeira vez que encontro uma modéstia e um  desinteresse tão perfeitos! — Oh, nada disso! — respondeu o soldado. — O caso é que se meus companheiros souberem que o salvei da morte, certamente me atirariam ao canal.   Fonte: A Noite Ilustrada, edição de 23 de janeiro de 1945.